Luto e resiliência: como lidar em meio à pandemia?

Atualizado: 12 de jul. de 2021

“Sentimento e emoção não são contagiosos, mas são contagiantes.” Confira destaque de Ana Café no Nosso Programa, da RITTV


Imagem: Internet


Se você não perdeu algum ente querido durante a pandemia, provavelmente conhece alguém que passou por isso. Diante de uma das piores epidemias já enfrentadas no século XXI, é preciso lidar com um dos mais difíceis sentimentos: o momento da perda de familiares e amigos.


A psicóloga e responsável pelo Instituto Construir Ser, Ana Café, falou sobre o assunto durante uma entrevista ao Nosso Programa, da RITTV. O sentimento da perda pode ser sentido direta ou indiretamente, quando nos colocamos no lugar do outro e compreendemos pelo o que ele está passando.


Segundo Ana Café, em um exemplo durante o programa, a empatia funciona da seguinte forma: “você está na rua e, de repente, vê uma pessoa que sofre um acidente, um cachorrinho que foi atropelado. Aquela dor o atinge, fazendo você também sentí-la”.


Para a especialista, a solidariedade em relação a dor do próximo faz parte da humanidade. “Às vezes, parece que você leva a dor para casa e fica pensando naquilo. ‘Será que conseguiu ter ajuda? Será que foi socorrido?’", exemplifica.


Ana Café considera que o inconsciente coletivo é uma instância que acontece no nível da massa, em que as pessoas reagem a um fato mesmo sem terem sofrido diretamente com ele, como no caso da perda de familiares ou pessoas próximas, o que interfere na saúde mental.


“Elas sentem aquela dor e ficam enlutadas, como se estivessem passando por uma crise. Por isso, é preciso trazer à consciência que o momento no qual a nossa sociedade está é de luto”, reitera.


Além disso, ela observa que o momento atual não é apenas de luto, mas também de muito medo, sentimento de vulnerabilidade e propensão a quadros de depressão, por exemplo. “O ser humano foi chamado, assim, de uma forma muito repentina, a repensar o sentido de sua vida. Todos estamos em crise existencial.”


As crianças também são afetadas por esse momento de dor e de sofrimento, mesmo sem ter perdas próximas. De acordo com a psicóloga, elas têm uma percepção aguçada, acessam a informação e não sabem o que fazer com isso. “Sentimento e emoção não são contagiosos, mas são contagiantes. As pessoas, adultos ou crianças, acabam sendo contagiados pela emoção geral que a nossa sociedade está experienciando."


Assista a participação completa:




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